Conceitos de Governança Eletrônica

O que é Governança Eletrônica?

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-76122013000200007.

A ampliação do uso dos computadores e a evolução dos meios de comunicação, segundo Mello (2006), proporcionam novas formas para os modelos de relacionamento Estado-sociedade, que se tornam a cada dia mais baseados em novas tecnologias de informação e comunicação. Esse conjunto de tecnologias (informação e comunicação) apresenta potencial, de acordo com Mello (2006), para construir uma nova relação entre governo e cidadão, em virtude da possibilidade de proporcionar uma administração pública mais eficiente, democrática e transparente.

É nesse contexto que se insere a governança eletrônica, cujo foco é a utilização das tecnologias de informação na busca de uma melhor atuação social (Mello, 2006; Potnis, 2010; Janowski, Pardo e Davies, 2012). A governança eletrônica, conforme Okot-Uma (2000), não é um conceito que entrou recentemente em uso regular nas ciências políticas e na administração pública. Ele aparece ao lado de conceitos e termos como democracia, sociedade civil, participação popular, direitos humanos e sociais, e que na última década tem sido intimamente associado à reforma do setor público.

A governança eletrônica tem contribuído para uma melhor gestão profissional no setor público, proporcionando respostas para as questões ligadas à capacidade dos governos de prover infraestrutura e também tem sido fundamental na gestão dos recursos de tecnologia da informação relativos à oferta de serviços públicos e prestação de informações eficientes (Riecken, 2008; Janowski, Pardo e Davies, 2012).

Prestar informações de modo rápido e eficiente é algo fundamental para aproximar os cidadãos da gestão urbana, de acordo com Rezende e Frey (2005). No entanto, sua disseminação e compartilhamento exigem a utilização de recursos da tecnologia da informação. Rezende e Abreu (2003) definem a tecnologia da informação como um conjunto de recursos tecnológicos e computacionais que facilitam a geração e o uso da informação.

A introdução das tecnologias da informação em organizações governamentais, incluindo a criação de redes de informação do governo, segundo Janowski, Pardo e Davies (2012), tem contribuído para a melhoria de processos internos do governo e também para fortalecer as relações entre o governo e os cidadãos, empresas e outros atores não estatais. No entanto, Mello (2009) alerta que sozinha a tecnologia da informação não faz política ou revoluciona costumes e éticas. Todavia, com o desenvolvimento das tecnologias da informação, “(…) a governança eletrônica aparece como uma tendência emergente para reinventar o funcionamento do governo, especialmente na oferta de serviços públicos e participação cidadã na gestão, de maneira on-line” (Mello, 2006:39).

De acordo com Holzer e Kim (2005), a governança eletrônica engloba o governo eletrônico, que está relacionado com a prestação de serviços públicos, e a democracia eletrônica, que trata da participação cidadã. Os autores mencionam ainda que o governo eletrônico e a democracia eletrônica são representados por cinco subgrupos de práticas: conteúdo, serviços, participação cidadã, privacidade e segurança e usabilidade.

Para Holzer e Kim (2005), a governança eletrônica engloba o governo eletrônico e a democracia eletrônica. O governo eletrônico utiliza-se das tecnologias da informação para melhorar a prestação de serviços aos cidadãos, além de envolver ações internas, tais como obtenção de dados que auxiliam na tomada de decisão e possibilitam ao governo comprar produtos, pagar faturas e realizar negócios de maneira mais eficiente (Holzer e Kim, 2005; Evans e Yen, 2006; Georgescu, 2008; Mello, 2009). A democracia eletrônica abrange todas as formas e recursos de comunicação eletrônica que visam aproximar o Governo dos cidadãos (Okot-Uma, 2000).

Depreende-se que a governança eletrônica é um elemento inerente à gestão pública, seja por imposição legal ou exigência da sociedade civil. Não se admite mais que o poder público deixe de dar transparência de seus atos políticos, administrativos e econômicos. Como o poder público necessita de recursos advindos da sociedade para cumprir com o poder que lhe foi delegado, também os recursos econômicos (ingressos e saídas) constituem-se em alvo de transparência do governo eletrônico, que também é foco de análise desta pesquisa.

 

O que é E-Governança (E-Governance em inglês)?

Os pesquisadores Ilse Maria Beuren, Geovanne Dias de Moura e Nilton Roberto Kloeppel, das Universidades do Paraná e Blumenal, em seu artigo “Práticas de governança eletrônica e eficiência na utilização das receitas: uma análise nos estados brasileiros” descrevem o Conceito de Governança Eletrônica.

Para UNESCO E-Governança é a utilização, pelo setor público, de tecnologias de informação e comunicação com o objetivo de melhorar a informação e prestação de serviços, incentivando a participação dos cidadãos no processo de tomada de decisão e tornando o governo mais responsável, transparente e eficaz. (http://portal.unesco.org/ci/en/ev.php-URL_ID=3038&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html)

A UNESCO tem um Projeto de apoio a E-Governança que visa promover a utilização de ferramentas de TIC nos municípios para melhorar a boa governança, através do desenvolvimento de módulos de formação para os decisores locais na África e na América Latina.

Segundo ABHIJEET A. JOSHI, E-Governance ou Governança Eletrônica significa usar Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para transformar o funcionamento do Governo. Governança com foco no Setor Público pode ser a atividade de governar / administrar um país. Desse modo o termo E-Governance é mais amplo que E-Government (Governo Eletrônico) quando aplicado ao Setor Público. Para o autor, E-Governance significa a aplicação das Tecnologias de Informação e Comunicação para transformar a eficiência, eficácia, transparência e prestação de contas da troca/intercâmbio de informações e transação:

  • entre os governos;
  • entre agências governamentais;
  • entre governo e cidadãos;
  • entre o Governo e as empresas.

E-Governance também visa capacitar as pessoas dando-lhes acesso à informação.

O modelo de Governança Eletrônica Indiano é detalhado abaixo:

http://indiaegovernance.blogspot.com.br/2008/02/what-is-e-governance.html

 

Escopo da E-Governance Indiano

A governança é toda sobre o fluxo de informações entre o governo e os cidadãos, governo e empresas e governo e governo. A governança eletrônica também abrange todos esses relacionamentos da seguinte maneira:

A. Governo para o cidadão (G2C)
B. Cidadão para Governo (C2G)
C. Governo para Governo (G2G)
D. Governo para empresas (G2B)

A. Governo para o cidadão (G2C)

O relacionamento entre governo e cidadão é o aspecto mais básico da governança eletrônica. Nos tempos modernos, o governo lida com muitos aspectos da vida de um cidadão. A relação de um cidadão com o governo começa com o nascimento e termina com a morte do cidadão. Uma pessoa faz transações com o governo em todos os cantos de sua vida. Pode ser registro de nascimento, registro de casamento, divórcio ou registro de morte.

A relação G2C incluirá os serviços fornecidos pelo governo aos cidadãos. Esses serviços incluem os serviços de utilidade pública, ou seja, telecomunicações, transportes, correios, instalações médicas, eletricidade, educação e também alguns dos serviços democráticos relacionados à cidadania, como Certificação, Registro, Licenciamento, Tributação, Passaportes, Carteiras de identidade etc.

Portanto, a governança eletrônica no relacionamento G2C envolverá a facilitação dos serviços que fluem do governo para os cidadãos com o uso da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

1. Cidadania Eletrônica – A Cidadania Eletrônica incluirá a implementação de TIC para facilitar os Serviços Governamentais relacionados com a cidadania de um indivíduo. Pode envolver transações on-line relacionadas à emissão e renovação de documentos como Cartões de Racionamento, Passaportes, Cartões Eleitorais, Cartões de Identidade, etc. Exigirá que o Governo crie uma identidade virtual de todos os cidadãos para que possam acessar os serviços governamentais on-line. . Para o mesmo, o governo precisaria criar um banco de dados do cidadão, que é uma tarefa enorme.

2. E-Registro – E-Registro cobrirá o registro online de vários contratos. Um indivíduo entra em vários contratos durante a sua vida. Muitos desses contratos e transações exigem registro para garantir sua legalidade e aplicabilidade. Tal registro também pode ser feito com TIC habilitado. O registro eletrônico ajudará a reduzir uma quantidade significativa de papelada.

3. E-Transporte – Os serviços de E-Transporte incluiriam a capacitação de TIC dos serviços do Governo relacionados ao Transporte Rodoviário, Ferroviário, Fluvial ou Aéreo. Isso pode envolver online –

  • reserva e cancelamento de bilhetes,
  • estatuto dos veículos, caminhos de ferro, embarcações e voos,
  • emissão e renovação de licenças de condução,
  • registo e renovação de veículos,
  • transferência de veículos,
  • pagamento das taxas de licenças,
  • pagamento de taxas e impostos para registro de veículos,

4. E-Saúde – Os serviços de saúde em linha seriam a capacitação em TIC dos serviços de saúde do governo. Sob esta interconexão de todos os hospitais pode ocorrer. Um banco de dados de pacientes pode ser criado. Um banco de dados de farmácias locais também pode ser criado. Tudo isso pode ser feito.

5. E-Educação – E-Educação cobriria a implementação das TIC na transmissão de educação e na realização de cursos. Distantes como a educação em sala de aula serão facilitadas com o uso das TIC. O uso da internet pode reduzir o tempo de comunicação necessário no ensino à distância; A Internet também pode ajudar na realização de aulas on-line.

6. E-Ajuda – E-ajuda refere-se à facilitação da gestão de desastres e crises usando as TIC. Inclui o uso de tecnologias como internet, SMS, etc., com o objetivo de reduzir o tempo de resposta das agências governamentais aos desastres. As ONGs ajudam o Governo a fornecer ajuda em situações de desastres. As informações on-line relacionadas a desastres, avisos e pedidos de ajuda podem ajudar o governo e as ONGs a coordenarem seu trabalho e facilitarem e acelerarem o trabalho de resgate.

7. E-Tributação – E-Tributação irá facilitar o processo de tributação através da implementação de TIC no processo de tributação. Os alertas on-line com impostos devidos e o pagamento on-line de impostos ajudariam na transação mais rápida.

B. Cidadão para Governo (C2G)

O relacionamento de cidadão para governo incluirá a comunicação dos cidadãos com o governo, decorrente do processo democrata, como votação, campanha, feedback, etc.

1. E-Democracia – O verdadeiro conceito de democracia inclui a participação dos cidadãos no processo democrático e governamental. Hoje, devido ao aumento da população, a participação ativa dos cidadãos no processo de governação não é possível. As TIC podem ajudar a viabilizar o verdadeiro processo democrático, incluindo votação, opinião pública, feedback e responsabilidade do governo.

2. E-Feedback – E-Feedback inclui o uso de TIC com o objetivo de dar feedback ao Governo. Lobby está perseguindo o governo para tomar uma certa decisão. O uso das TIC pode permitir feedback on-line ao governo, debates on-line sobre os serviços do governo.

C. Governo para Governo (G2G)

O relacionamento G2G incluiria as relações entre o governo central e estadual e também o relacionamento entre dois ou mais departamentos do governo.

1. E-Administração – A administração eletrônica incluiria a implementação das TIC no funcionamento do Governo, interna e externamente. A implementação das TIC pode reduzir o tempo de comunicação entre os departamentos governamentais e os governos. Ele pode reduzir substancialmente a papelada, se usado corretamente. A administração eletrônica também trará moralidade e transparência à administração dos departamentos governamentais.

2. E-Policiamento – O conceito de polícia eletrônica é um pouco diferente da Cyber-Police. A Cyber ​​Police exige especialistas em tecnologia para conter os crimes eletrônicos / cibernéticos. A polícia eletrônica refere-se ao uso das TIC com o objetivo de facilitar o trabalho do departamento de polícia na investigação e administração. O conceito de polícia eletrônica inclui bancos de dados de policiais, seus desempenhos, bancos de dados criminais – procurados e mantidos sob custódia, tendências em crimes e muito mais. As TIC podem ajudar a reduzir o tempo de resposta do departamento de polícia e também reduzir custos, reduzindo a burocracia.

3. E-Tribunais – O conceito de Tribunal Eletrônico incluirá a capacitação em TIC do processo judicial. A tecnologia pode ajudar a ouvir à distância, convocações on-line e mandados e publicação on-line de decisões judiciais e decretos.

D. Governo para empresas (G2B)

1. E-Tributação – O setor corporativo paga muitos impostos, taxas e encargos ao governo. O pagamento desses impostos e taxas será facilitado pela E-Tributação. A taxação on-line e o pagamento on-line de impostos podem ajudar a reduzir o custo e o tempo necessários para a apresentação física de impostos. As TIC também podem ajudar a cruzar as fraudes e deficiências no pagamento, trazendo mais precisão e receita para o governo.

2. E-Licenciamento – As empresas têm que adquirir várias licenças do governo, da mesma forma as empresas têm de adquirir vários registros. A capacitação de TIC do licenciamento e registro pode reduzir o tempo e o custo.

3. E-Licitação – Licitação Eletrônica incluirá as instalações de licitação on-line e aquisição. Ele irá alertar on-line sobre novas oportunidades de negócios com o governo e também a submissão on-line de propostas e atribuição on-line de trabalho. Isso reduzirá o tempo e o custo envolvidos no sistema de licitação física.

 

Objeto da E-Governance Indiano

Transcrito de http://indiaegovernance.blogspot.com.br/2008/03/object-of-e-governance.html

Objeto da governança eletrônica

O objetivo da E-Governance é fornecer um governo SMARRT. O Sigla SMARRT refere-se ao Governo Simples, Moral, Correto, Responsivo, Responsável e Transparente (em inglês Simple, Moral, Accountable, Responsive, Responsible and Transparent)

S – O uso das TIC traz Simplicidade na governança por meio de documentação eletrônica, envio online, entrega de serviços online, etc.

M – Traz a Moralidade à governança, pois imoralidades como suborno, corrupção, etc. são eliminadas.

A – Torna o governo Correto com o dever de prestar contas, pois todos os dados e informações do governo estão disponíveis on-line para consideração de todos os cidadãos, ONGs e meios de comunicação.

R – Fica mais Responsivo, devido à redução da burocracia e aumento das velocidades de comunicação e diminuição do tempo de comunicação, as agências governamentais tornam-se receptivas.

R – A tecnologia pode ajudar a tornar Responsável um governo irresponsável, pois o maior acesso à informação torna cidadãos mais ligados e informados. E esses cidadãos empoderados fazem um governo responsável.

T – Com o aumento da moralidade, disponibilidade on-line de informações e redução da burocracia, o processo de governança se torna Transparente, não deixando espaço para o governo ocultar qualquer informação dos cidadãos.

Estes objetos de E-Governance são realizáveis ​​com o uso das TIC e, portanto, o conceito é muito atraente e desejável.

 

Objetivos da E-Governance Indiano

Transcrito de http://indiaegovernance.blogspot.com.br/2008/03/objectives-of-e-governance.html

Objetivos da governança eletrônica

A seguir estão os objetivos / metas da governança eletrônica:

1. Construir uma sociedade informada – Uma sociedade informada é uma sociedade capacitada. Somente pessoas informadas podem responsabilizar um governo. Assim, fornecer acesso a todos para cada informação do Governo e de importância pública é um dos objetivos básicos da governança eletrônica.

2. Aumentar a interação Governo e Cidadão – No mundo físico, o governo e os cidadãos dificilmente interagem. A quantidade de feedback de e para os cidadãos é muito insignificante. A governança eletrônica visa criar uma estrutura de feedback, obter feedback das pessoas e conscientizar o governo sobre os problemas das pessoas.

3. Incentivar a participação dos cidadãos – A verdadeira democracia requer a participação de cada cidadão. O aumento da população levou à democracia representativa, que não é democracia no verdadeiro sentido. A governança eletrônica visa restaurar a democracia ao seu verdadeiro significado, melhorando a participação dos cidadãos no processo governamental, melhorando o feedback, o acesso à informação e a participação geral dos cidadãos na tomada de decisões.

4. Para trazer transparência ao processo de governança – A governança eletrônica tem o objetivo de tornar o processo de governança transparente, disponibilizando todos os dados e informações do governo às pessoas para acesso. É fazer com que as pessoas conheçam as decisões e políticas do governo.

5. Tornar o governo responsável – O governo é responsável e responsável por cada decisão de ato tomada por ele. A governança eletrônica visa e ajudará a tornar o governo mais responsável do que agora, trazendo transparência e tornando os cidadãos mais informados.

6. Reduzir o custo da governança – A governança eletrônica também visa reduzir o custo da governança reduzindo os gastos com a entrega física de informações e serviços. O objetivo é fazer isso cortando os estacionários, o que equivale à maior parte dos gastos do governo. Também elimina a comunicação física, reduzindo assim o tempo necessário para a comunicação, reduzindo o custo.

7. Reduzir o tempo de reação do governo – Normalmente, devido à burocracia e outras razões, o governo demora muito para responder às perguntas e problemas das pessoas. A governança eletrônica visa reduzir o tempo de reação do governo às questões e problemas das pessoas, porque os problemas são basicamente os problemas do governo, pois o governo é para o povo.

 

Vantagens da E-Governance Indiano

Transcrito de http://indiaegovernance.blogspot.com.br/2008/03/advantages-of-e-governance.html

Vantagens da governança eletrônica

A seguir estão as vantagens da governança eletrônica

1. Velocidade – A tecnologia torna a comunicação mais rápida. Internet, telefones, telefones celulares reduziram o tempo gasto em comunicação normal.

2. Redução de Custos – A maior parte da despesa do Governo é apropriada para o custo da estacionária. A comunicação baseada em papel precisa de muitas impressoras, computadores, etc. estacionárias, o que exige gastos contínuos e pesados. Internet e telefones torna a comunicação mais barata economizando dinheiro valioso para o governo.

3. Transparência – O uso das TICs torna o governo transparente. Todas as informações do governo seriam disponibilizadas na internet. Os cidadãos podem ver as informações sempre que quiserem ver. Mas isso só é possível quando todas as informações do governo são carregadas na internet e estão disponíveis para o público examinar. O atual processo de governação deixa muitas maneiras de esconder a informação de todas as pessoas. As TIC ajudam a disponibilizar as informações on-line, eliminando todas as possibilidades de ocultação de informações.

4. Responsabilização – Uma vez que o processo de governança seja transparente, o Governo é automaticamente responsabilizado. Prestação de contas é responsabilidade do governo para com as pessoas. É a responsabilidade pelos atos do governo. Um governo responsável é um governo responsável.

 

Aspectos da E-Governance Indiano

Aspectos da E-Governance Indiano

1. Gerenciamento de InformaçõesO gerenciamento de informações está reunindo e armazenando em um único local, as informações relacionadas ao governo e ao processo de governança. É o arranjo sistemático / classificação da informação. Se as informações do governo estiverem reunidas em um único local, sem qualquer acordo ou gerenciamento, será difícil para os usuários encontrar as informações necessárias. O gerenciamento de informações é um aspecto importante da governança eletrônica. Gerenciamento de informações aborda os problemas como – Como fornecer? O que fornecer? Quem fornecer? Quando fornecer? Onde fornecer? Porquê fornecer?

O processo de gerenciamento de informações pode ser dividido em três aspectos: (1) Gerenciamento de banco de dados, (2) Gerenciamento de indicadores e (3) Gerenciamento de conhecimento. Gerenciamento de banco de dados envolve compilação e organização de dados e informações em um só lugar. O Gerenciamento de Indicador envolve armazenar com as informações as palavras de captura, rótulos, tags, significados e contexto relacionados às informações. A Gestão do Conhecimento envolve o gerenciamento das habilidades e know-how dos funcionários / especialistas do governo em benefício do governo.

O gerenciamento de informações é um aspecto integrante do comércio eletrônico. Também é essencial para a governança eletrônica. Ele ajuda a transformar o processo de governança em um processo eficiente e econômico. O gerenciamento de informações visa reduzir custos, melhorar o desempenho, diferenciar produtos e serviços do governo, informações especializadas / personalizadas e foco no cidadão.

O gerenciamento de informações envolve os seguintes atividades:

Recolher – reunir toda a informação disponível do governo
Criar – criar informações perdidas ou não disponíveis
Armazenar – armazenar a informação reunida em um lugar
Acessar – acessar a informação armazenada pelas pessoas
Distribuir – distribuir de informações necessárias ao público
Ignorar – ignorar a informação não publicamente importante
Descartar – descartar informações ignoradas e insignificantes
Atualizar – informação de atualização contínua
Proteger – proteger a informação com as tecnologias mais atuais para dar acesso somente àqueles que realmente precisam dela.

2. Gerenciamento de identidade e acesso

O gerenciamento de identidades é um conjunto de processos e infra-estrutura para a criação, manutenção e uso de identidades digitais para fins de acesso a portais de governança eletrônica e informações sobre esses portais. Um sistema de gerenciamento de identidade bem estabelecido ajuda a configurar um sistema de gerenciamento de acesso. O objetivo do Identity Management é criar uma estrutura baseada em padrões escalável, extensível e segura para aquisição e armazenamento de dados de identidade.

O gerenciamento de acesso envolve autenticação de identidade do usuário e acesso ao governo e informações públicas disponíveis on-line. O gerenciamento de acesso é necessário para fornecer acesso seguro à informação ao público. A segurança da informação pública disponível on-line é muito importante devido à recente pirataria on-line e ataques a sites por meio de hackers. A governança eletrônica envolveria enormes informações públicas sensíveis para os hackers de outros países. Além disso, há certas coisas que precisam ser acessadas apenas pelos funcionários do governo. Portanto, a segurança online da informação é muito necessária, o que pode ser feito através do gerenciamento do Access. O gerenciamento de acesso só é possível se houver um sistema de gerenciamento de identidades já online e funcionando com êxito.

As identidades podem ser classificadas da seguinte forma: (1) Cidadãos, (2) Colaboradores, (3) Clientes, (4) Organizações, (5) Agências, (6) Parceiros, etc.

O processo de Gerenciamento de Identidade envolve os seguintes estágios:

a) Solicitação de cidadão – A primeira etapa é a solicitação dos cidadãos para a criação de identidades. Isso pode ser feito fisicamente, enviando formulários e documentos.

b) Verificação – A segunda etapa é verificar fisicamente as identidades através do cruzamento de vários documentos, identidades de fotos, etc.

c) Atribuição de identificador – O Governo tem de atribuir um identificador único, que pode ser um número ou um nome de usuário e senha para todos os cidadãos, a fim de eliminar a multiplicidade de identidades. Hoje, de acordo com as tecnologias emergentes, os identificadores também podem estar na forma de biometria, certificados digitais, cartões inteligentes, etc.

d) Armazenamento de identidades em armazenamentos de ID / bancos de dados – Depois que um identificador é atribuído / nome de usuário e senha são criados, as identidades são armazenadas nos armazenamentos de identidades.

O processo de gerenciamento de acesso envolve os seguintes estágios:

a) Autenticação – Uma vez que um usuário deseja acessar o portal online, ele precisará acessá-lo através do identificador exclusivo atribuído após o registro. Após o usuário digitar o nome de usuário e as senhas ou através de qualquer outro processo de autenticação, como biometria, certificados digitais, etc., seu acesso ao portal é autenticado.

b) Autorização – A autorização do usuário depende do tipo que o usuário pertence. O usuário pode ser administrador, gerente, autor, criador, usuário, etc. Um usuário só será autorizado a acessar as informações. O Administrador está autorizado a alterar as informações.

c) Controle de acesso – Com base na autorização do usuário, seu acesso a informações em diversas áreas será controlado. Isto será baseado no tipo de usuário, ou seja, Administrador, usuário, etc. d) Auditoria e Relatório – Auditoria e Relatórios envolve o monitoramento do acesso de informações pelos usuários, sua autoridade e direitos de acesso. Isso ajuda a melhorar a segurança de acesso e também a segurança das informações.

Vantagens / Benefícios do Gerenciamento de Identidade e Acesso

a) Eliminação do armazenamento de identidades duplicadas

b) Interoperabilidade das aplicações através da aplicação da normalização de dados

c) Single Sign in

d) Acesso seguro

e) Restringir o acesso não autorizado

f) Maior participação dos cidadãos

g) Melhorar o desempenho dos serviços governamentais

h) Melhorar a entrega de serviços

i) disponibilidade 24×7 de serviços governamentais

 

3. Gerenciamento de Conteúdo

O gerenciamento de conteúdo é o processo de organizar, distribuir e rastrear informações / dados por meio de um site na Internet. Isso ajuda a tornar os usuários mais informados ou informados, oferecendo acesso instantâneo a informações corretas on-line. Trata-se de fornecer informações corretas para as pessoas certas no momento certo.

O conteúdo de um site pode ser dividido da seguinte forma: texto, gráficos, áudio, vídeo, diagramas, links, etc. É importante gerenciar esse tipo de conteúdo. É necessário decidir onde fornecer texto e onde imagens e gráficos.

O gerenciamento de conteúdo envolve ainda:

a) Publicação baseada na Web – publicação de páginas da Web, documentos, gráficos, gráficos, etc. on-line em um site;

b) Gerenciamento de formato – seguindo a prática de formatos fixos para páginas web, texto, gráficos, áudio e vídeo;

c) Revisão – envolve atualização contínua de informações;

d) Indexação – criação de índices dos tópicos e assuntos cujas informações estão disponíveis no site;

e) Pesquisa – oferecendo facilidade de pesquisa aos usuários para descobrir os dados exatos que o usuário deseja.

Objeto de Gerenciamento de Conteúdo

a) Comunicar dados corretos a pessoas certas no momento certo

b) Garantir que os conteúdos sejam baseados em necessidades, relevantes, atualizados e precisos

c) Para evitar a duplicação de conteúdo

Características do Gerenciamento de Conteúdo

a) Armazenamento centralizado – as informações devem ser armazenadas centralmente, ou seja, em um local para facilitar o acesso e evitar complicações de rede e computação;

b) Revisão e Autenticação do Conteúdo – O conteúdo do site deve ser continuamente revisado e autenticado, a fim de manter a autenticidade dos dados disponíveis no site. Também deve ser feito para fornecer conteúdo / informações relevantes no site;

c) Acesso de dados pelo usuário final – A menos que o usuário acesse os dados publicados no site, todo o esforço é em vão.

4. Gestão de Normas

As TIC fornecem muitas maneiras de alcançar a governança eletrônica. Existem vários formatos para lidar com páginas da Web, texto, gráficos, áudio e vídeo. No entanto, como visto atualmente, não há uniformidade nos sites de governança eletrônica quanto ao uso de formatos. Existem também vários níveis de tecnologias, básicas e avançadas. Para a governança eletrônica, as tecnologias básicas não são suficientes por causa das preocupações de segurança de dados / informações confidenciais. Portanto, os sites de governança eletrônica devem manter os padrões. O gerenciamento de padrões envolve aspectos adicionais, como segue:

1. Padrões de segurança de rede e informação

2. Meta dados e padrões de dados

3. Tecnologia de localização e linguagem

4. Padrões de qualidade e documentação

5. Padrões Técnicos

6. Padrões de acessibilidade da Web

 

Estágios da E-Governance Indiano

Transcrito de http://indiaegovernance.blogspot.com.br/2008/04/stages-of-e-governance.html

Estágios da governança eletrônica

A Pesquisa das Nações Unidas sobre E-Prontidão contempla os seguintes estágios da governança eletrônica quanto à presença on-line de governos em todo o mundo:

1. Presença Emergente – O Estágio I, ou seja, a presença emergente considera a disponibilidade on-line de informações básicas e limitadas. Uma presença online básica de um governo eletrônico envolve um site oficial e poucas páginas da Web. Links para ministérios e departamentos do governo central, governo regional / local podem ou não estar disponíveis. O site nesta fase também pode ter algumas informações arquivadas, como as mensagens do chefe dos estados ou a constituição. No entanto, nesta fase, a maior parte da informação permanece estática sem que haja opções para os cidadãos.

2. Presença Melhorada – O Estágio II contemplado pela ONU é Presença Aprimorada do Governo on-line. Nesta fase, o Governo fornece mais recursos de informação pública, tais como políticas do Governo, leis, regulamentos, relatórios, boletins informativos. Isso também pode ser baixado neste estágio. Esta etapa pode permitir que os usuários pesquisem as informações nos documentos disponíveis on-line. Uma ajuda e um recurso de sitemap também podem ser fornecidos no site para tornar a navegação do site mais simples. Nesta fase, embora existam mais documentos disponíveis on-line, a navegação do site ainda não é sofisticada e é unidirecional. Não há interatividade neste estágio, pois a informação está fluindo apenas para os cidadãos e não apenas dos cidadãos para o governo.

3. Presença Interativa – O Estágio III da Presença Interativa considera que os Governos iniciam a interatividade em seus sites. Envolve a disponibilidade de serviços on-line do governo para aumentar a conveniência do consumidor. Isso incluirá formulários para download e aplicativos para pagamento de contas, impostos e renovação de licenças. Os sites do governo neste estágio teriam capacidade de áudio e vídeo para aumentar a interatividade com os cidadãos. Nesta fase, os funcionários do governo seriam contactados via e-mail, fax, telefone e correio. O site seria atualizado regularmente para manter as informações atualizadas e atualizadas para o público.

4. Presença Transacional – O Estágio IV, ou seja, a presença transacional permite a interação bidirecional entre os cidadãos e o governo. Ele inclui opções como pagamento de impostos, solicitação de carteiras de identidade, certidões de nascimento, passaportes, renovações de licenças e outras interações C2G semelhantes, permitindo que o cidadão envie formulários e aplicativos on-line 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os cidadãos nesta fase poderão pagar por serviços públicos relevantes, tais como violação de veículos, impostos, taxas para serviços postais através do seu cartão de crédito, banco ou débito. Os provedores de bens e serviços podem licitar on-line para contatos públicos por meio de links seguros.

5. Presença em Rede – O Estágio V, conforme contemplado pela Pesquisa da ONU, é “Presença em rede”, que representa o nível mais sofisticado nas iniciativas de governo eletrônico on-line. Pode ser caracterizado por uma integração de interações G2G, G2C e C2G. O governo, nesta fase, incentiva a participação do cidadão, a tomada de decisões participativas on-line e está disposto e capaz de envolver a sociedade em um diálogo aberto de mão dupla. Por meio de recursos interativos, como o formulário de comentários na Web e mecanismos inovadores de consulta on-line, o governo ativamente solicitará as opiniões dos cidadãos sobre políticas públicas, legislação e tomada de decisões democrática participativa. Nessa etapa da governança eletrônica, é iniciada a integração das agências do setor público com total cooperação e compreensão do conceito de tomada de decisão coletiva, democracia participativa e empoderamento dos cidadãos como um direito democrático.

 

Estratégias para E-Governance da Índia

Transcrito de http://indiaegovernance.blogspot.com.br/2008/04/strategies-for-e-governance-in-india.html

Estratégias para a governança eletrônica na Índia

 

Construir infraestrutura / estrutura técnica em toda a Índia

A Índia não possui uma estrutura completa de TIC para implementação da governança eletrônica. A implementação completa da governança eletrônica na Índia incluirá a construção de infraestrutura técnica de hardware e software. Também incluirá opções de conectividade melhores e mais rápidas. As novas opções de conectividade incluirão conexões de banda larga mais rápidas e redes sem fio mais rápidas, como 3G e 4G. A infra-estrutura deve ser construída pelo governo, setor privado e indivíduos. A infraestrutura também incluirá a promoção de Internet-Cafés, quiosques informativos e interativos. No entanto, ao construir infra-estrutura técnica, as pessoas com deficiência também devem ser consideradas. A tecnologia implementada, deve incorporar as pessoas com deficiência.

Construir capacidade institucional

Além de construir infraestrutura técnica, o governo precisa construir sua capacidade institucional. Isso incluirá treinamento de funcionários do governo, nomeação de especialistas. Juntamente com o governo também tem que criar um banco de dados de especialistas para melhor utilização dos recursos intelectuais com ele. Além disso, o governo tem que equipar os departamentos com oi-tecnologia e também para configurar agência de investigação especial.

Para construir infraestrutura legal

Para uma melhor implementação da governança eletrônica, o governo precisará estruturar leis que incorporem totalmente as tecnologias estabelecidas e emergentes. A mudança de tecnologia mudou muitas noções pré-estabelecidas; Da mesma forma, a tecnologia está crescendo e mudando rapidamente. É importante que o governo faça leis que incorporem a tecnologia atual e tenham espaço suficiente para incorporar a tecnologia futura em mudança. Essas leis de TI precisam ser flexíveis para se adaptarem à tecnologia em constante mudança. Atualmente, a Índia tem apenas a Lei de Informática de 2000, que é principalmente uma legislação de comércio eletrônico. A Índia também modificou muitas leis para incluir a tecnologia eletrônica, mas não é suficiente para cobrir completamente a governança eletrônica.

Construir infraestrutura judicial

A consciência tecnológica geral nos juízes atuais é muito baixa. O judiciário como um todo precisa ser treinado em novas tecnologias, seus benefícios e desvantagens e os vários usos. O judiciário pode, alternativamente, nomear novos juízes com novos juízes e criar tribunais especiais para tratar das questões relativas às TIC. O governo também pode configurar tribunais especiais para lidar com assuntos relacionados com as TIC.

Para disponibilizar todas as informações on-line

O governo tem que publicar todas as informações online através de sites. Isso pode ser facilitado por meio do armazenamento centralizado de informações, localização de conteúdo e gerenciamento de conteúdo. A informação do governo é informação pública, pois os cidadãos têm o direito de conhecer todas as informações do Governo, porque o Governo é do povo, pelo povo e para o povo.

Para popularizar a governança eletrônica

A porcentagem de alfabetização na Índia é alarmante. O mundo inteiro está caminhando para a governança eletrônica, mas a Índia ainda carece do departamento de alfabetização. As pessoas precisam ser educadas e alfabetizadas para que a governança eletrônica floresça. Há muito poucas pessoas alfabetizadas na Índia é muito baixa. O governo precisa fazer campanha pela governança eletrônica, aumentar o conhecimento das pessoas