Metodologias como o Balanced Scorecard (BSC) e Objectives and Key Results (OKR) revolucionam a gestão estratégica no setor público, oferecendo estruturas para alinhar visão a execução mensurável. No Brasil, o BSC, desenvolvido por Kaplan e Norton, equilibra perspectivas financeira, de clientes (cidadãos), de processos internos e de aprendizado. Essa estrutura é altamente adaptável ao setor público, complementando a accountability da LRF ao focar em resultados, e não apenas em insumos. O TCU endossa metodologias de gestão do desempenho para monitoramento de PPAs, com diversos casos de sucesso em órgãos e secretarias estaduais e federais.
O BSC traduz a estratégia em indicadores balanceados:
- Perspectiva Financeira: foca na eficiência orçamentária e no custo-benefício.
- Perspectiva de Clientes (Cidadãos): mede a satisfação e a qualidade do serviço.
- Perspectiva de Processos Internos: otimiza fluxos e a entrega de serviços.
- Perspectiva de Aprendizado e Crescimento: investe em capacitação e tecnologia.
Para auditores, o BSC facilita as auditorias de desempenho, permitindo a identificação de desvios e a avaliação da concretização dos objetivos estratégicos. Implementações em diversas esferas da administração pública demonstraram melhorias na eficiência e na gestão de recursos.
Por outro lado, o OKR, popularizado por grandes empresas de tecnologia e adaptado ao setor público, define objetivos (O) ambiciosos e resultados-chave (KR) quantificáveis. Diferente do BSC, é tipicamente mais ágil, com ciclos de revisão mais curtos (frequentemente trimestrais), sendo ideal para ambientes voláteis e estratégias de inovação. No setor público, OKRs podem alinhar equipes rapidamente a metas prioritárias, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Exemplos incluem órgãos usando OKRs para aumentar a transparência em licitações, conforme a Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações e Contratos).
A escolha entre BSC e OKR, ou a combinação de ambos, depende do contexto: BSC para estruturas complexas e alinhamento de longo prazo; OKR para inovação rápida e foco tático. Líderes devem priorizar a cultura de accountability e a mensuração, integrando as ferramentas a sistemas de gestão e execução. Desafios, como a resistência à mensuração, podem ser superados por meio de treinamento e comunicação estratégica. A experiência de órgãos de controle interno indica que a adoção de metodologias integradas eleva o nível de performance organizacional.
Essas metodologias fortalecem a governança, garantindo que as estratégias públicas gerem valor social sustentável e de forma demonstrável.
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